Funcionando como a construção de um vocabulário simbólico, as Auroras retratam a materialização das energias onde a aquarela nos permitem traçar um paralelo entre a palavra, tão limitante ainda perante seu significado e a imagem desconhecida.
Portanto, ao contemplar a união palavra e imagem formadores da obra, desdobramentos passam a surgir, abre-se possibilidades:
estamos encantados.
O historiador Luiz Antônio Simas, pensador contemporâneo especializado na história do Rio de Janeiro, afirma que todos nós deveríamos passar pelo processo de Encantaria. Esse processo nada mais é que a resistência a alienação de um tempo acelerado que serve à tecnocracia. Se encantar é pausar e assimilar, no exercício de se estar presente, movimento cada vez mais penoso em um tempo de grandes estímulos.
A Travessia
Exposição realizada em 2024